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O Diretor Ulisses Costa esclarece os prós e Contras do PNBL para os pequenos e médios Provedores de Acesso à Internet

Data da publicação: 14/04/2015 - Autor: Wanax Telecomunicações - Categoria: Ajuda e Suporte

O Ministério das Comunicações anunciou, na semana passada, que está preparando um projeto para oferecer internet com velocidade de 25Mbps até 2018, a 98% das residências. Para entendermos melhor esse projeto, entrevistamos nosso Diretor, Eng. Ulisses Costa, que analisou os possíveis impactos do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) para os pequenos e médios provedores de acesso à internet

Pergunta: O senhor acredita que o Governo conseguirá oferecer internet a 98% dos domicílios até 2018 a uma velocidade de 25 Mbps?

Ulisses Costa: São números ousados para um prazo curto. A média da velocidade da internet hoje no Brasil é de 2,9 Mbps, ou seja, assim como existem regiões com 150Mbps temos outras com apenas 100-200Kbps. O Brasil é um país muito grande e muito diversificado. São mais de 5mil municípios e não possuímos, hoje, infraestrutura para atingir essa meta, mas é preciso aguardar a apresentação do projeto pelo Ministério das Comunicações para avaliarmos as estratégias do Governo.

Pergunta: Quais as expectativas para o PNBL?

Ulisses Costa: O Governo anunciou que pretende realizar parcerias público-privadas com o Governo financiando 30% dos R$ 50 milhões de investimentos estimados. Nossa expectativa é que o Governo abra oportunidade para o maior número possível de empresas e não limite esse projeto a um pequeno núcleo de operadoras.

Diversos projetos de banda larga têm fracassado nos últimos anos justamente porque o Governo Federal têm excluído a participação dos pequenos e médios provedores de internet. Temos como exemplo, os projetos de Cidades Digitais que, na minha avaliação, o Estado apresentou condições que não atendem as necessidades dos provedores.

    O Governo precisa entender que quem promove a inclusão digital no Brasil não são as chamadas “grandes teles” e sim os pequenos e médios provedores de internet, que estão em todos os municípios, desde os grandes centros às zonas rurais. Além disso, os provedores conhecem a realidade de suas regiões. Sem a participação destas empresas, dificilmente o Brasil conseguirá ter sucesso nesse projeto de banda larga.

Pergunta: Diante desse cenário, o que os provedores de internet precisam fazer?

Ulisses Costa: Se prepararem para a batalha! Existe muita coisa a ser feita. Desde a organização interna de cada empresa (contábil, financeiro, etc.) até a organização em grupos, através de associações e grupos empresariais.

Dificilmente um único provedor de internet de pequeno ou médio porte terá reais condições de brigar com uma operadora de grande porte numa licitação do PNBL, pois o Governo exigirá contrapartida com valores muito elevados. Entretanto, os provedores podem se organizar em grupos regionais (por estado, por exemplo) para que unidos possam vencer essa batalha.

Ao longo dos últimos 10 anos, tenho acompanhado a criação de diversas associações e grupos de provedores e testemunhado diversas dificuldades e falhas nesses projetos. Acredito que chegou o momento de fazermos as coisas acontecerem.

Pergunta: Como uma associação de provedores pode ajudar?

Ulisses Costa: De diversas formas. Desde a orientação básica de gestão empresarial até a representatividade a órgãos públicos e sindicatos. Existem associações de abrangência nacional que desempenham importantes trabalhos junto a Anatel e Ministério das Comunicações, mas ainda faltam entidades que cuidem de assuntos locais, tais como parcerias junto ao Governo do Estado, debates com sindicatos, diálogos com as concessionárias de energia elétrica sobre o uso de postes, dentre outros.

Pergunta: No caso da Bahia, existe alguma associação específica para o estado?

Ulisses Costa: Sim. Dentre as que existem, temos a Associação dos Provedores de Internet do Estado da Bahia (APIEB), que inclusive realizará uma Assembléia no mês de Junho para discutir diversos temas relacionados ao crescimento e organização dos provedores no estado.

Não existe outro caminho para os provedores que não seja a organização e fortalecimento em grupo. Só assim conseguiremos disputar o mercado e as oportunidades com as grandes operadoras.